Dentro do vazio eu te procuro, num meio preenchido encontro algo sombrio e escuro, atrás de um canto percorro as tuas linhas, vou caminhando sem rumo, na esquina cinzenta, encontro alento e continuo sem rumo, atrás de um vulto penso que te alcancei, será que alucinei, apenas continuo sem rumo, porque a tua imagem continua desfocada, algures vejo uma sombra cortada, subo a escada e nada dela.
Tanto te procuro, que a iluminação do escuro me deu amparo, nestas linhas encontro uma via que a muito tempo não via, vou vivendo algures sonhando, porque eu me encontro sem rumo, apenas por isso, porque me encontro sem rumo.
Aquele ser quase perfeito, aquela chama que se acende, um dia de sol e um cenário perfeito, alternativas rastreio porque a ti eu anseio encontrar, nessa busca infinita, pretendo obter sucesso, vergar este aço que entra em mim e tenta desfazer a esperança de que a tua imagem um dia será real. Por trás do fumo, no lado esquerdo desta nuvem escondida, uma placa perdida, indica que me encontro sem rumo e nela vou caminhando sem pressa, porque a esperança arremessa meu pensamento para margens que não passam de miragens e simbolizam mensagens que o meu vazio acredita.
Tanto te procuro, que a iluminação do escuro me deu amparo, nestas linhas encontro uma via que a muito tempo eu não via, vou vivendo algures sonhando, porque eu me encontro sem rumo, apenas por isso, porque me encontro sem rumo.
Um pedaço de rua, uma cidade perdida, uma casa vazia, uma estrada sem via, um pedaço de terra nessa grande esfera, uma imagem que se espera, escondida em pele de mulher, que vontade de sentir e de te abraçar, que vontade de sorrir e nunca mais te largar. Um segundo, um minuto, uma hora de tempo ou quanto mais for preciso, um bem precioso que se procura ter, a semente da paixão que se procura obter, os pensamentos bonitos que originam sentimentos, os momentos passados que originam lembranças, as alianças que se quebram e apenas se recordam, os momentos de vida outrora sonhados, outrora imaginados e muito desejados, outrora idealizados, hoje pensados e emissores de realidade, aquela que me diz, que a tua imagem continua desfocada, aquela estrela sem escala que muito brilho lança mais nunca se alcança, vejo algures uma sombra cortada, subo a escada e nada dela.
Tanto te procuro, que a iluminação do escuro me deu amparo, nestas linhas encontro uma via que a muito tempo não via, vou vivendo algures sonhando, porque eu me encontro sem rumo, apenas por isso, porque me encontro sem rumo.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
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