segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sandra

O sentimento que tenho por ti é enorme, sem qualquer tipo de possibilidade de ser medido ou comparado, e depois dessa temporada cá tornou-se ainda mais único, especial e enriquecedor.

Já começo a sentir dor por te ver partir e acho importante escrever para ti (como já fiz para a Maria, Nando e a Tucha, restando-me apenas a Mité e Cela), fazer uso deste dom que a cada dia me deixa mais confiante e me ajuda a passar alguma coisa do que por ti sinto, e quando digo passar alguma coisa do que por ti sinto, digo porque as palavras em si não têm essa capacidade, é preciso algo mais, um gesto, um simples olhar, um simples acto. Nesse contexto recorro a elas para serem o meu complemento.
Tenho andado aqui a observar-te, bem que força tens dentro de ti, que capacidade de absorver tudo e mais alguma coisa tens, mas és humana, também sofres, também és fraca, sentes e vais abaixo; e nestes momentos sou eu quem tem estado contigo, nas nossas madrugadas de conversa, com a tua cerveja ou o teu whisky redbull a acompanhar, misturando uma alegria contagiante acompanhada de alguma frustração, vou conseguindo captar a dor e sofrimento que passas; nessas alturas me sinto resignado por não poder dizer, minha irmã tenho aqui a solução para tudo isso, para este sofrimento, para esta situação incómoda, mas infelizmente não posso fazer mais, apenas posso ser aquele ombro (e que satisfação tenho em o ser, obrigado).
Revelaste-me pontos importantes da minha essência; sempre soube que por vocês (irmãos) fui criado, que com vocês passei maior parte do tempo e o resultado está aqui hoje e por ser a pessoa que sou, revela o quanto todos vocês são, e tu como a mais velha, como aquela que por vezes foi confundida como a minha mãe, tu que me revelaste aspectos daquilo que sou e talvez me permitas ter em breve uma outra realidade, apenas posso dizer obrigado!
Não tenho muito mais a dizer, achei que seria importante passar para ti esta mensagem de carinho, amor e agradecimento.

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