segunda-feira, 21 de julho de 2008

Marta Raquel Teixeira Gomes

Na sequencia do que ja pude escrever para ti, decido hoje voltar a escrever por ti e para ti, venho tentar dar algo de mim e afastar de alguma maneira a tristesa que sinto se aproximar, hoje por hoje a tua presença passa a ser mais do que importante, tornou-se imprescindivel, não me quero permitir perder mais alguma coisa na vida, não me quero permitir correr o risco de perder coisas essencias na minha vida, quero progredir com passos curtos, porém seguros, quero adquirir a confiança e ser capaz de passa-la de forma segura como tu fizeste, como tu mostraste-me, como tu mais uma vez provaste. Que felicidade tenho hoje de poder dizer " a minha irma é finalista de direito", que felicidade me deste por poder assinar as tuas fitas( hoje queimadas mas para sempre lembradas e testemunhas de palavras e frases que por mim serão imortalizadas " tudo que escrevi na fita"), que felicidade, orgulho e honra tive por ser teu irmão ( e ja poder brincar dizendo, agora tenho advogado, advogada no caso gratuita). Venho mais uma vez com palavras homenagear-te por tudo aquilo que és e representas enquanto pessoa, um primor, simplesmente um primor, alguém para qual devemos olhar e dizer obrigado, e neste momento te digo, Obrigado Marta Raquel Teixeira Gomes! Obrigado pela tua existencia, obrigado pelas alegrias, pelos conselhos, pelos principios a mim passados, obrigado por fazer da tua conquista um desafio meu, hoje mais do que nunca tenho o dever e obrigatoriedade de concluir o ensino superior, e sabes porquê? Porque um dia quero ter o prazer e honra de te dar a alegria que a mim proporcionaste com a tua formação.
Lembro como se fosse hoje, o dia em que ligaste para mim e disseste, vou passar a dar-te 100 euros por mês, tinha na altura 17 anos, a liberdade financeira conquistada em absoluto anos depois com o primeiro contrato de jogador deixou de ter a importancia devida, pois tu ja me tinhas dado, e dela sobrou apenas o consolo de poder dizer, felizmente deixei de dar este encargo a minha irma.
Eu sinceramente não sei o que dizer e nesse instante me ocorre muita coisa, me ocorre chorar, rir, me ocorre ser capaz de mudar muitas coisas da vida, me ocorre poder controlar o tempo e transferir todas estas emoções, este momento, para a nossa casa la no nosso bairro do kinaxixi, naquela que foi a casa da nossa formação, naquele lugar simples que foi capaz de nos tornar homens e mulheres, (grande Maria Karaje, nossa mãe). E porque de facto me ocorre, idealizo nos meus sonhos e pensamentos a seguinte cena: la na nossa humilde casa, no bairro do Kinaxixi, na nossa copa, eu, Nando, Mité, Cela, Sandra, Maria e TU a festejar o teu feito, ver a alegria estanpada no rosto de todos e com as lagrimas que agora caem dos meus olhos consigo sinceramente ver a cara de felicidade da Maria.
Maria Karaje minha mãe, obrigado por tudo e por esta grande irma, com ela passei a poder dizer, eu tenho duas mães!
Obrigado mana!!

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