Juro que por momentos acreditei, que por momentos senti ser capaz de tudo fazer, mas agora olho para trás e vejo que tombei, digo mais, não sei como irei me reerguer. Falhei, falhei e falhei; não poderia deixar que acontecesse e me atormento por saber que falhei dando tudo de mim, falhei chegando ao meu limite, a exaustão, quer em termos físicos, como psicológicos. Afinal não sou capaz de tudo fazer, afinal preciso trabalhar ainda mais, afinal consegui estar errado, mesmo acreditando, ainda que por momentos.
Ate aquele apito final, julgava saber o que era sentir dor, e desde então cheguei a conclusão que ou não sabia o que era a dor, ou a dor tem várias facetas e nesse instante estou a conhecer e a ser engolido por uma destas facetas.
Que sensação de impotência; de facto o basket é um desporto colectivo, e se já sabia disso, hoje passo a ter isso gravado na minha memoria, mas ainda assim, peço desculpas por não conseguir ter feito mais, por não conseguir segurar o barco como já o consegui fazer e desde já faço um pedido, deixem de me fazer elogios, sem resultados não poso ser bom, não posso jogar muito bem e ficar a quem dos objectivos traçados, bons são aqueles que estão no meu lugar, bons são aqueles que conseguiram estar a altura dos objectivos, não sou, nem quero ser um perdedor, mas também não quero para nada as vitorias morais.
Aos jogadores e jogadoras da formação do clube, quero pedir desculpas a dobrar, por tudo, por vos ter feito acreditar e viver essa ilusão com tudo o que tinham, se por algum momento fui uma fonte de inspiração para vocês, espero que hoje tenham aprendido, que é preciso trabalhar muito e que talento nenhum de forma individual consegue sempre decidir, continuem a praticar, partilhem o jogo e acreditem sempre no companheiro; por mais talento que tenhas, irás sempre precisar dos teus companheiros.
Desculpa!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
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