quinta-feira, 25 de junho de 2009

Doce - amarga

Hoje ela está a sufocar-me
Um sufoco que transporta tristeza
Que provoca vontade de regressar a casa
E viver dentro daquela alegre certeza

Que me permite viver e ver o que vivo
Que me faz ver o futuro na minha frente
Que por momentos me faz esquecer do amanha
E que me faz sorrir a cada manha

Nesse instante que escrevo, me sinto triste
Sinto-me dentro de um corpo com alma distante
E já não sei se saudade é a palavra certa
Para exprimir essa dor que meu coração aperta

Aperta tanto que faz com que esta nostalgia
Seja um momento feliz, dentro de um contexto infeliz
Que por milésimas faz-me refém da magia que contagia
Mas que logo se desfaz; e me pergunto o que fiz!?

Ela que tantas vezes me acompanha
Por vezes consegue ser cruel
Acredito que não seja algo intencional
E também por isso, para mim és incomparável

Ela que por vezes chamamos saudade
Hoje não sei defini-la
Apenas consigo e quero senti-la
Com toda sua bondade, ou mesmo crueldade

Doce-amarga!

4 comentários:

Americo disse...

Caro yamu os meus parabens pela tua poesia , brilhante dentro do tempo comum. Sei que visitaste o meu blog ,gostaria de saber mais de ti, quem assim escreve muito tera para dizer. Como encontraste o meu blog? Um dia te contarei porque faço esta pergunta. ANEVES

Vladimir Teixeira disse...

Americo,

obrigado pelo comentario.
Encontrei o teu blogg numa pesquisa sobre bloggs, me interesso por eles e gosto de ler, com isso também ajudo "confesso" a divulgar o meu.
Sou jovem, angolano, 24 anos, vivo em Portugal.
Mais alguma coisa, está a vontade!

Anônimo disse...

Ansiamos por mais textos.. Não desistas..

Pamy disse...

Porque desapareceram os posts meu querido? Queremos ler mais coisas tuas...